Quem vai em supermercados, Casas Bahia ou certas lojas de informática de linha mais “acessível” certamente já percebeu. Os notebooks existentes são, em sua maior parte, de marcas que não são tradicionais na área, como Amazon, CCE e, talvez, Positivo (esta um pouco mais tradicional mas, ainda assim, de linha econômica). Em compensação, em lojas como Fast Shop ou Centauro, o que vemos é um desfile de marcas: Dell, Toshiba, HP, Acer, etc.
O consumidor comum vê isso e fica na dúvida. Dá para economizar, facilmente, uns R$ 200,00 a R$ 300,00, ou até mais, comprando um notebook das marcas menos tradicionais. Mas será que vale a pena?
Para o usuário comum, que vai mais navegar na web, usar MSN, processador de texto e dificilmente vai usar aplicações gráficas 3D pesadas, a resposta é normalmente sim. Aliás, o uso de aplicações 3D pesadas nos notebooks requerem uma configuração bem específica, com uma placa de vídeo compativel. Ou seja, não vai ser com um notebook de marca que seja um pouco mais caro que o econômico que você viu na loja que você vai conseguir utilizá-las. Normalmente, a configuração básica do notebook pesa muito mais no desempenho do mesmo que sua grife.
Ressalte-se, no entanto, que tais notebooks de marcas mais baratas costumam vir com componentes considerados de segunda linha, apesar do vendedor dizer, normalmente, que as peças são feitas no mesmo lugar. Pode até ser. Mas isso significa que eles podem não ser tão rápidos quanto os de marcas mais tradicionais, nem tão estáveis. Eles usam placas-mãe ECS em vez de Asus; usam memória de marcas mais baratas, às vezes vem com disco rígido IDE em vez de SATA-II; usam uma placa de vídeo antiga, uma SiS Mirage 3, em vez de uma Intel Graphics Accelerator ou uma Nvidia ou ATI básica; e, principalmente, cortam custos no software: vem com Linux (que é gratuito) ou Windows Vista Starter Edition (ou mesmo o antigo Windows XP) em vez de um Vista Home Edition, mais caro. Mesmo assim, um Starter Edition ou XP já é suficiente para a grande maioria dos usuários.
Por usarem peças não tão estáveis, também acabam sendo mais sujeitos a defeitos, normalmente. Mas se o defeito não se manifestar no curto prazo, dificilmente a durabilidade do notebook será comprometida. Ou seja, a garantia te protege contra esse tipo de problema.
Em resumo, o que recomendamos é que você analise a configuração básica do notebook, leia guias de comparação de desempenho e compre o seu pelo que oferece, em vista de suas necessidades, não pela marca. Corte de custos no produto nem sempre significa um grande corte de qualidade, às vezes até pelo contrário.
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