Pessoal, tem algumas discussões interessantes ocorrendo nos altos escalões da república e da indústria de notebooks nacional, a respeito de preços e impostos. Vou tentar resumir um pouco do que tem acontecido.
No mês passado, o presidente Lula andou reclamando do preço dos notebooks nacionais, ameaçando com importação caso o preço não caia. Isso porque, teoricamente, sai mais caro para o governo financiar a compra de notebooks para projetos educacionais e de inclusão digital. Fica evidente pelo caso de Piraí/RJ (link acima), que o preço de quase R$ 1.000,00 por cada notebook (Classmate PC) é realmente muito caro.
Mas no começo deste mês, a Intel argumenta que o notebook brasileiro é caro devido aos impostos. E é isso que faz um Classmate PC ser 75% mais caro aqui do que na China. A Intel disse que está disposta a negociar com o governo, pois com impostos no nível em que estão, ficará difícil equiparar os preços.
A questão dos impostos é complicada, eles são mesmo muito altos, tanto em cima do produto, o notebook, quanto das empresas em geral. Mas a impressão que temos é de que a concorrência aqui é menor, as empresas produzem basicamente para o mercado interno e sofrem uma concorrência limitada dos produtos importados, pelos altos impostos. Por outro lado, chineses costumam ter um custo de produção bem mais baixo e se voltam para o mercado externo, para mercados extremamente competitivos.
Vamos acompanhar as discussões. Tomara que o resultado de tudo isso seja uma queda geral nos preços dos notebooks, não só dos notebooks educacionais, os Classmate PCs. Aí sim, saímos todos ganhando.
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