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Arquivo de julho, 2009
 






Notebook com 3GB ou 4GB de memória RAM? Qual a diferença?

29, julho, 2009

Hoje vamos falar de um assunto mais genérico, que não se aplica somente a notebooks, mas também a PCs em geral: a quantidade de memória RAM do aparelho. O post vai ser um pouco extenso, até porque o tópico precisa de considerações mais detalhadas.

Você sabia que existe uma grande diferença, muito maior do que o simples tamanho da memória, entre computadores com 3GB e 4GB de RAM? Pois é, esses modelos, que agora estão atingindo faixas de preço menores, estão separados por uma barreira em sua arquitetura. Podemos dizer que são de gerações diferentes.

A diferença reside na maneira como a memória RAM é acessada, internamente, pelos componentes do notebook ou PC. Tecnicamente falando, 3GB de RAM é um limite para processadores, barramentos e… sistemas operacionais de 32 bits. Como esse tipo de processador ou barramento é raro hoje, a limitação fica mesmo no sistema operacional. Assim, um Windows XP de 32 bits ou um Windows Vista de 32 bits só é capaz de reconhecer e usar até 3GB de memória de RAM.

Já computadores e sistemas operacionais de 64 bits são diferentes. A quantidade de memória RAM que pode ser acessada é enorme, coisa além da casa dos petabytes. 4GB de RAM é moleza nessa arquitetura. Só tem um detalhe: para usar toda essa memória, um sistema operacional de 64 bits é imprescindível. Assim, teu computador ou notebook terá que vir com Windows XP 64 bits ou Windows Vista 64 bits instalado.

Mas quais as consequências práticas disso? Computadores de 64 bits costumam ser mais rápidos? Sim, mas isso devido ao melhor processador e outros itens. Mesmo que os conjuntos de dados transportados tenham o dobro do tamanho, a lentidão resultante disso é desprezível frente ao melhor processador, memória e outros itens. O que pega aqui é o uso do sistema operacional mesmo.

Windows XP de 64 bits praticamente não existe. E se você, por um acaso muito raro do destino, comprar um computador que venha com XP 64 bits, pode se preparar para problemas. É que a grande maioria dos fabricantes de hardware não dá muita atenção para essa plataforma. Vai ter problemas sérios com hardware. Assim sendo, o mais comum é que computadores com 3GB de RAM venham com Windows de 32 bits ou Vista de 32 bits, e computadores com 4GB de RAM venham com Vista 64 bits, este sim, bem suportado por fabricantes de hardware e com drivers atualizadíssimos.

Só que aí aparece ainda um outro problema: são poucas as aplicações que usam instruções de 64 bits ainda. O que não é ruim, pois seria praticamente impossível rodar essas aplicações em sistemas operacionais de 32 bits. Assim, se você usar um Vista 64, verá que as aplicações, no Gerenciador de Tarefas, tem um *32 depois do nome do aplicativo, o que indica que elas estão passando pelo sistema de tradução conhecido como WOW64, para rodar, uma espécie de emulação. Se você achou que isso deixa o aplicativo mais lento, acertou. Em alguns casos ele pode ficar bem mais lento, alguns aplicativos não funcionam, problema que não aparece nos sistemas operacionais de 32 bits.

Mesmo assim, hoje os sistemas operacionais, notebooks e PCs com 64 bits são os mais vendidos no mundo. Isso significa que, logo logo, haverá uma gigantesca base de programas disponíveis nativamente para 64 bits. Mas como sistemas operacionais de 32 bits continuarão por aí por mais algum tempo ainda e é provável que as aplicações possam rodar nativamente nos dois modos. Portanto, pense bem. Pode não valer a pena, ainda, comprar um computador ou notebook com 4GB de memória RAM.

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Notebook Dell Inspiron 15 T4200, 3G RAM, 250GB de HD – análise

8, julho, 2009

Bom, vamos começar uma série de análises práticas aqui no Notebook Barato, onde pretendemos pegar uma máquina, verificar se ela é boa e indicar qual o seu melhor uso, nossas avaliações de configuração.

Para começar, temos uma oferta do Notebook Dell Inspiron 15, no site da Dell, a segunda configuração mais básica, por R$ 1.999,00 que, dizem, dura até o dia 12 de julho. Em valores absolutos, é um preço baixo, certamente não dos mais baratos que se encontra por aí, mas assim mesmo nada exorbitante.

Vamos à análise, com notas:

Processador – 8

o notebook traz um bom processador Pentium T4200, Dual Core, de 2 GHz. Não é necessário mais que isso, para quaisquer aplicações.

Memória – 9

Os 3GB de RAM DDR2 800 MHz são mais que suficientes para quaisquer aplicações de hoje em dia. São o máximo suportado por seu sistema operacional, o Windows Vista Home Basic, de 32 bits.

Disco rígido/armazenagem – 7

O disco rígido de 250GB é suficiente para a maioria das pessoas. A Dell também oferece um serviço, que já vem incluído no preço, o Dell DataSafe Online, com 2GB, por 1 ano. Razoável. Não grande o suficiente para armazenar muitas fotos. Não fique muito dependente desse serviço, pois será cobrado após este prazo. Já existem serviços alternativos na web para certos tipos de dados, como Youtube para vídeos e Flickr para fotos, ambos com proteção por senha.

Software – 5

O Windows Vista Basic Service Pack 1 é suficiente para a grande maioria dos usuários. Só peca no pacote Office. O Microsoft Works fica bem aquém do Office.

LCD – 9

Tela de 15.6 e resolução máxima de 1366×768. Não é nada espetacular, mas dificilmente o uso de um notebook exige mais que isso. Aliás, quanto maior a tela, menos mobilidade você tem.

Acessórios – 7

Acessórios de praxe num notebook desse porte, como Wireless, gravador de DVD, etc. A câmera de 1,3 megapixels está ótima para conversas no Messenger. A falta de um microfone embutido é um problema, porém. Não é muito prático ficar carregando um microfone por aí.

Placa de vídeo – 4

A placa de vídeo, uma Intel X4500HD, não é ruim. Dá para jogar com folga muito jogo antigo, mas ela fica muito aquém da necessidade para jogos mais novos. O conjunto só peca por não oferecer, nem mesmo entre os opcionais, uma placa alternativa, mais forte. Sem dúvida, seria uma pedida de quem compra uma máquina desse porte.

Avaliação geral – 7

A configuração do notebook é adequada para uso para trabalho, internet e afins. O notebook tem uma configuração “forte” que não dificilmente ficará obsoleta nos próximos 2 ou 3 anos. Fica fraco, porém, para engenheiros que usem aplicações 3D ou gamers. Usuários comuns podem ficar muito satisfeitos com a escolha da configuração mais barata da linha Inspiron.

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Netbook-celular (ou smartbook) vem aí

7, julho, 2009

A decisão óbvia ululante finalmente foi tomada! Desde que o mercado foi invadido por minúsculos notebooks com telas de 8 polegadas, os famosos netbooks, que tem gente que fica coçando a cabeça se perguntando por que é que já não colocaram logo entrada para chip de telefonia celular nas maquininhas.

Pois é, agora não há mais necessidade de coçá-la. Intel e Nokia acabam de firmar parceria para produzir um tipo de produto novo, que não é um celular, não é um smartphone, não é um notebook e rejeita a pecha de “netbook”. Lances de marketing à parte, o mais provável é que o novo aparelho, que pode ser chamado de “smartbook”, pareça um netbook por fora mas incorpore funções de telefone celular.

Isso vem em resposta à iniciativa da Qualcomm que, para promover a adoção do HSPA+, entrou em contato com operadoras de telefonia celular, brasileiras inclusive, para oferecer chips dessas operadoras para serem colocados em netbooks.

Aguarde que vem novidade por aí!

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Netbook ou notebook? Qual a diferença?

3, julho, 2009

Recentemente, uma onda de pequenos notebooks invadiu as lojas e as casas das pessoas. Um termo novo, netbook, apareceu. E o pior, é tão parecido com notebook, que muita gente se confunde e não sabe de qual precisa. Você sabe a diferença?

Em termos de arquitetura, netbook e notebook são a mesma coisa. A diferença está, principalmente, na estética e na portabilidade. A rigor, netbooks seriam pequenos notebooks mais adequados ao uso simples de escritório, como processador de texto, planilha e internet (MSN e browser). As principais características que o diferenciam dos notes maiores são a tela, que costuma ser de menos de 11 polegadas, e o peso, normalmente de apenas 1kg. Perfeito para carregar numa bolsa de mulher, embaixo do braço ou no bolso do paletó.

Também costumam custar menos, mas tome muito cuidado! Custam menos porque normalmente vem com configuração inferior à de notebooks maiores. Costumam vir com um processador mais fraco, menos memória (normalmente até 1GB) e menos espaço em disco. Vem, normalmente, com Windows XP porque um Windows Vista ficaria pesado para apenas 512MB ou 1GB de RAM.

Na verdade, por ser mais compacto e envolver um desafio maior de engenharia para sua construção, um netbook deveria ser mais caro. E é o que acontece quando você se depara com um netbook e um notebook de características semelhantes. Portanto, quando for comprar um net, atente principalmente ao uso que você vai fazer dele. Vai precisar viajar muito? Precisa usá-lo dentro do carro, ônibus, avião? Precisa carregá-lo na bolsa ou no bolso do paletó? A tela e o teclado muito pequenos não vão atrapalhar? Então vá de netbook, que é leve e leva a portabilidade ao extremo. Mas se for para usar principalmente sobre sua mesa e, de vez em quando, utilizá-lo em movimento, a escolha de um netbook não faz sentido.

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Teclado e mouse USB para notebook – baratos e extremamente úteis

1, julho, 2009

Quem costuma usar notebook direto para o trabalho, conhece a sina. O teclado é sempre ruim. O digitar não é confortável. A menos que seu notebook seja um daqueles gigantes com telas maiores que 17 polegadas (o que já tira muita da utilidade do note, a mobilidade), o teclado é minúsculo. Não só isso, as teclas não afundam com suavidade, são sempre meio duras… e estragam com grande facilidade. E olha que para arrumar sai caro. Isso para não falar na falta de praticidade do touchpad…

Pois é de se espantar, mas pouca gente se dá conta de que existe uma solução fácil e barata para o problema. Se você não se move muito com seu note, e está geralmente trabalhando em uma mesa, experimente comprar um teclado e um mouse USB (qualquer um que sirva em micro de mesa, desktop, serve no note). Seu notebook certamente tem entrada para ambos, e os reconhece de pronto. Gastando cerca de R$ 40,00 (R$ 20,00 para cada, teclado e mouse), você tem um teclado confortável e grande, um mouse que é muito mais prático que o touchpad, e o melhor: estragam menos e ainda poupam seu notebook de estragos, deixando-o como novo.

Experimente. Seu conforto e produtividade vão aumentar muito, pode ter certeza.

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Notebooks de linha econômica – Positivo, Intelbras, Amazon – são bons?

1, julho, 2009

Quem vai em supermercados, Casas Bahia ou certas lojas de informática de linha mais “acessível” certamente já percebeu. Os notebooks existentes são, em sua maior parte, de marcas que não são tradicionais na área, como Amazon, CCE e, talvez, Positivo (esta um pouco mais tradicional mas, ainda assim, de linha econômica). Em compensação, em lojas como Fast Shop ou Centauro, o que vemos é um desfile de marcas: Dell, Toshiba, HP, Acer, etc.

O consumidor comum vê isso e fica na dúvida. Dá para economizar, facilmente, uns R$ 200,00 a R$ 300,00, ou até mais, comprando um notebook das marcas menos tradicionais. Mas será que vale a pena?

Para o usuário comum, que vai mais navegar na web, usar MSN, processador de texto e dificilmente vai usar aplicações gráficas 3D pesadas, a resposta é normalmente sim. Aliás, o uso de aplicações 3D pesadas nos notebooks requerem uma configuração bem específica, com uma placa de vídeo compativel. Ou seja, não vai ser com um notebook de marca que seja um pouco mais caro que o econômico que você viu na loja que você vai conseguir utilizá-las. Normalmente, a configuração básica do notebook pesa muito mais no desempenho do mesmo que sua grife.

Ressalte-se, no entanto, que tais notebooks de marcas mais baratas costumam vir com componentes considerados de segunda linha, apesar do vendedor dizer, normalmente, que as peças são feitas no mesmo lugar. Pode até ser. Mas isso significa que eles podem não ser tão rápidos quanto os de marcas mais tradicionais, nem tão estáveis. Eles usam placas-mãe ECS em vez de Asus; usam memória de marcas mais baratas, às vezes vem com disco rígido IDE em vez de SATA-II; usam uma placa de vídeo antiga, uma SiS Mirage 3, em vez de uma Intel Graphics Accelerator ou uma Nvidia ou ATI básica; e, principalmente, cortam custos no software: vem com Linux (que é gratuito) ou Windows Vista Starter Edition (ou mesmo o antigo Windows XP) em vez de um Vista Home Edition, mais caro. Mesmo assim, um Starter Edition ou XP já é suficiente para a grande maioria dos usuários.

Por usarem peças não tão estáveis, também acabam sendo mais sujeitos a defeitos, normalmente. Mas se o defeito não se manifestar no curto prazo, dificilmente a durabilidade do notebook será comprometida. Ou seja, a garantia te protege contra esse tipo de problema.

Em resumo, o que recomendamos é que você analise a configuração básica do notebook, leia guias de comparação de desempenho e compre o seu pelo que oferece, em vista de suas necessidades, não pela marca. Corte de custos no produto nem sempre significa um grande corte de qualidade, às vezes até pelo contrário.

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Placas de vídeo de linha econômica para notebook – como escolher – comparação de desempenho

1, julho, 2009

Se você está comprando um notebook barato, de linha econômica, como um Intelbras, sua máquina pode vir com uma placa de vídeo simples e barata, como uma SiS Mirage 3. Já se for um notebook de uma marca um pouco mais cara, como um Dell Vostro 1310, seu notebook deve vir com uma placa Intel Media Accelerator X3100.

Tudo isso é bem entendido por quem curte games e entende de hardware: tais notebooks não são a escolha certa para jogar games, a menos que sejam antigos. Também não são indicados caso você precise mexer com aplicações 3D pesadas, como 3D Studio Max e outras. Mas isso é grego para quem não é iniciado na área.

Mas e se você for apenas trabalhar com ele? E se for, no máximo, usar alguns recursos mais avançados de um software não tão pesado, como o Photoshop? Ah, aí sim, não há problema nenhum. A máquina provavelmente dá e sobra para esse tipo de uso.

No entanto, como ninguém é de ferro, fica a questão: dá para exigir um pouco mais da maquininha? Pois olhe que dá, mas não muito. Afinal essas placas possuem capacidades básicas para processamento de gráfico 3D e, algumas vezes, podem até superar algumas GeForce ou ATI. Nenhum milagre, mas uma SiS Mirage 3 supera uma ATI Mobility Radeon 9100 IGP, por exemplo, mas fica atrás até de uma GeForce 4 420 Go, que já é antiga. Já uma Intel Media Accelerator X3100 supera até mesmo uma Geforce 7150M (aliás, nem vale a pena pegar qualquer coisa que comece com 100, tanto Nvidia quanto ATI), mas fica atrás de uma Geforce Go 6200.

Veja uma tabela de comparação completa no NotebookCheck.

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